quarta-feira, 23 de julho de 2014

Rusty Lemorande conhece Michael Jackson “Ele era muito profissional e atento a tudo que era necessário ser feito”


Quando foi a primeira vez que se encontrou com Michael Jackson?

Rusty Lemorande: Um pouco depois de me encontrar com Jeff Katzenberg e logo após com George Lucas, haveria uma grande reunião com Michael, alguns dos grandes responsáveis da Disney e os engenheiros do parque. Eu estava na sala da conferência quando conheci Michael. Desde aquele dia eu me encontrei com ele algumas vezes em sua casa para discutir sobre o desenvolvimento do projeto e para que ele aprovasse algumas coisas. Constantemente ele teria que aprovar vários aspectos sobre o show e era inteligente o bastante para dizer o que gostava e o que não gostava. Durante o desenvolvimento do palco, Michael estava muito feliz com o roteiro e os personagens (as criaturas), ele realmente queria que fosse inédito.

No roteiro, havia algumas ideias que não fizeram parte do corte final do filme?

Rusty Lemorande: No roteiro, durante a procura pela Rainha, quando eles aterrizam, era muito mais detalhado. No produto final não há muito tempo gasto nessa procura: eles saem da nave, andam por entre a sucata e são capturados logo em seguida. Também, dentro da nave espacial onde encontramos os outros personagens (criaturas), havia uma cena em que eles limpavam a nave. O pequeno robô deveria ser um aspirador de pó, dando um fim em todo o lixo. Nós filmamos uma pequena parte disso, mas foi cortado no final!

Como era Michael dentro e fora do set?

Rusty Lemorande: Michael era diferente, ele era sempre muito quieto. Ele ficava em seu camarim entre uma filmagem e outra, mas isso era típico de qualquer ator. Ele era muito profissional e atento a tudo que era necessário ser feito. Ele também era muito bom aprendiz. O que ele não sabia, ele aprendia rápido, fazia perguntas, e era muito educado. Eu deveria também mencionar – desculpe, eu me esqueci – ele estava bastante preocupado sobre o elemento 3D. Ele queria muito que fosse marcante e único. Você tem que se lembrar que naquele tempo, ninguém nunca havia feito filmes em 3D.

Michael também estava preocupado com a dança e as coreografias, obviamente. Ele era fascinado por transformações, o que teve grande parte em “Thriller”. Ele gostava dos brinquedos Transformers que eram novos naquela época. Ele queria ver todos os modelos.

Você manteve contato com Michael depois?

Rusty Lemorande: SIM! Nós permanecemos amigos e tivemos dois projetos de filme encaminhados. Ele queria fazer filmes. Nós desenvolvemos um filme na antiga Turner Films, que não existe mais, e um na Warner Brothers. Eles desistiram depois dos escândalos relacionados a Michael. O que acabou com sua carreira cinematográfica.

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