sexta-feira, 31 de outubro de 2014

THIS IS IT: Especial de Halloween



 Quando Michael Jackson assinou com a AEG Live para realizar um show na O2 Arena de Londres, o seu acordo para fazer os shows veio com uma exigência específica, que AEG também iria ajuda-lo a se aventurar no cinema.

Uma das primeiras coisas que Jackson queria fazer era produzir um especial para televisão de Halloween com foco em suas canções de terror.

Para fazer isso, Jackson fez Randy Phillips marcar uma reunião entre ele e o produtor de shows do Grammy Award, Ken Ehrlich. O encontro aconteceu antes dos ensaios em 24 de junho de 2009, no Staples Center – um dia antes da passagem de Michael.

"Quando eu o vi na noite anterior nós estávamos tendo uma reunião sobre um projeto de Halloween que Michael queria fazer com a CBS", lembra Ehrlich.

Jackson tinha sonhado em reintroduzir a sua obra-prima musical, "Ghosts", para o mundo. Com sua deslumbrante turnê "This Is It" e trazer o foco de volta para ele como artista. Outubro de 2009 estava sendo preparado para oferecer a melhor plataforma para o sonho dp Rei do Pop se tornar realidade.

 "Ghosts", o média metragem de 40 minutos, co-escrito por Jackson com o lendário escritor de horror Stephen King, e dirigido por Stan Winston. Michael interpreta o papel de vários personagens do filme, incluindo, a engraçado e ainda excêntrico 'Maestro’, o rude, ignorante, cidade intolerante 'Prefeito' e o 'Esqueleto’. Os personagens são muito diferentes, mas têm uma coisa gritante em comum – todos eles dançam exatamente como o Rei do Pop!

 “O vídeo contém algumas das melhores e mais inspiradoras danças da carreira de Jackson", disse Stephen King em um texto comovente publicado logo após a morte do artista. “Se você olhar para ele, eu acho que você verá o porquê de Fred Astaire chamar Jackson como ‘um motor e tanto”.

 O primeiro 'Michael Jackson Halloween Special’ era para ser transmitido no dia 31 de outubro de 2009 pela CBS.

 Foi planejado que o especial teria a exibição da performance de “Thriller”/”Ghosts”/”Threatened” em 'THIS IS IT' dando ao público deslumbre e triunfal retorno do astro ao palco, e a magnífica produção. Esta seria uma excelente propaganda para a venda de ingressos futuros com AEG antecipando que a turnê iria passar por outras cidades ao redor do mundo.

 "Michael estava muito feliz. Eu solidifiquei [o] especial de Halloween que ele queria", explicou Frank Dileo em uma entrevista. "Nós colocamos o que queríamos fazer com ‘Ghosts’, e sua participação e ele foram acolhidos por isso. Ele estava extremamente feliz."


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Happy 56th Birthday Michael!! WE LOVE YOU MOST!!!



Música: Talking to The Moon de Bruno Mars

Dancing the Dream: Confiança


Um dia, quando estava alimentando esquilos no parque, notei que um menorzinho não confiava em mim. Enquanto os outros se aproximavam e vinham comer na minha mão, ele ficava me olhando de longe. Joguei um amendoim para ele. Ele se aproximou, agarrou-o nervosamente, e saiu correndo. De outra vez, deve ter sentido mais confiança, pois aproximou-se um pouco mais. À medida que se sentia mais seguro, confiava cada vez mais em mim. Finalmente, sentou-se bem junto aos meus pés, tão confiante quanto qualquer outro, pedindo mais amendoins.
Confiança é assim – depende de, antes, confiarmos em nós mesmos. Ninguém poderá superar nosso medo; precisamos superá-lo sozinhos. É difícil, pois o medo e a dúvida nos cerceiam. Sentimos medo de ser rejeitados, de nos magoarmos outra vez. Então, mantemos distância, por segurança. Acreditamos estar protegidos ao nos afastar dos outros, mas isto também não dá certo. Faz com que nos sintamos sós, e sem amor.
Acreditar em nós mesmos começa ao reconhecermos que não há mal algum em sentir medo. Isso não é um problema, pois todos sentem ansiedade e insegurança em algum momento. O problema é não admitir o medo. Toda vez que aceito minhas dúvidas e inseguranças, torno-me mais aberto para os outros. Quanto mais me sinto, mais forte me torno, ao descobrir que meu eu verdadeiro é muito maior do que o medo.
Ao nos aceitarmos completamente, a confiança se torna absoluta. Desaparece a separação, pois deixa de existir divisão dentro de nós. Onde havia medo, o amor passa a germinar.
     — Michael Jackson

terça-feira, 29 de julho de 2014

Remember The Time: “Muitas pessoas agiam como seus amigos mas nenhum deles eram verdadeiros”

Prince Michael I, Grace e Michael respectivamente


Bill Whitfield: ...há uma única lembrança que continua perturbando minha mente, uma conversa que eu tive com Grace voltando para a casa em Monte Cristo quando eu comecei a trabalhar por lá. Ela e eu estávamos na garagem. Eu estava juntando alguns dos equipamentos de segurança, e Grace estava no pequeno escritório que ela organizara. Sr. Jackson tinha dito a ela para tentar entrar em contato com alguém.

Ela estava ficando frustrada e disse, “O chefe quer que eu entre em contato com essas pessoas, eu continuo deixando mensagens, mas ninguém me retorna. É como se ele às vezes esquecesse que essas pessoas não querem nada com ele depois de toda essa bagunça.” Eu disse, “Que bagunça? Do que você está falando?”

“O julgamento,” ela disse. “Desde o julgamento, muitas pessoas não têm retornado.”

Ela estava me preocupando, me dizendo como as coisas funcionavam, e a maneira como ela sempre resolvia. Ela começou a me dizer sobre os dias antes de o julgamento ter acabado.  “Depois que ele foi absolvido,” ela disse, “nós tínhamos uma festa em Neverland para comemorar, e ninguém veio.”

“Ninguém?”

“Poucas pessoas,” ela disse, “não muitas”.

Ela disse que fizeram uma lista de convidados juntos, com o nome de todos os amigos e pessoas que o Sr Jackson tinha trabalhado durante os anos. Eles convidaram cerca de trezentas pessoas. No máximo cinquenta apareceram. E a maioria das pessoas que vieram eram pessoas que trabalhavam para ele. Pessoas que trabalhavam nas áreas de Neverland. Pessoas do escritório de advocacia dele. Pessoas que foram pagas para estarem ali. Todos os outros ligaram e disseram que não poderiam ou tinham outras coisas planejadas.

“E ele sabia,” Grace disse, “Ele sabia porque eles não viriam. Pessoas o visitavam, diziam que o amavam e que estavam rezando por ele, mas muitas poucas pessoas sairiam publicamente e diriam que acreditavam nele. Muitas pessoas agiam como seus amigos mas nenhum deles eram verdadeiros. Se ele não estivesse ganhando dinheiro, eles não estavam presentes.”

- Remember the Time: Protecting Michael Jackson in His Final Days

Remember The Time: ‘Desça esse seu pequeno traseiro daí.’

Blanket; ao fundo Paris, Prince I e seu cachorro.

“Quando fomos ver a exibição do hipopótamo no zoológico, Bill estava a alguns passos à frente com o Sr. Jackson, Prince e Paris. Nós veríamos o hipopótamo e em seguida iríamos embora. Eu estava voltando com Blanket, que fazia um pouco de birra porque estava encantado por aquele hipopótamo. Ele achava que era o animal mais fabuloso do mundo. Prince já tinha seu cachorro, e Paris já tinha seu gato, então Blanket achava que poderia escolher um bichinho de estimação. Ele gritou, ‘Papai, eu quero um desses para ser meu bicho de estimação’ O tratador e todos que estavam ali riram. Mas eu sabia que aquele garotinho não estava de brincadeira. Se eles ainda viviam em Neverland, eu tenho certeza que um hipopótamo não estaria fora de questão. Com todas as outras coisas loucas que tínhamos que fazer, eu meio que esperaria Sr. Jackson dizer, ‘Pessoal, eu preciso que vocês encontrem um hipopótamo para Blanket.’ Ao invés disso, Sr. Jackson apenas brincou com ele. Ele disse, “Nós temos que pensar sobre isso.”

O tratador disse que já que Blanket havia gostado do hipopótamo, ele poderia ajudar a alimentá-lo. Ele entregou algumas maçãs ao menino e ele tentou atirar algumas ao animal, mas ele não conseguia fazer com que elas passassem por cima da cerca. Eu o levantei e então ele estaria alto o suficiente para lançar algumas ali de cima. Depois que fizera isso, eu o coloquei de volta no chão. Em nenhum momento eu havia desgrudado os olhos dele, mas em questão de meio segundo que me virei para procurar os outros ele já estava escalando aquela cerca, tentando se apoiar pelo corrimão, e então ele poderia continuar a jogar as maçãs lá dentro. Ele se desequilibrava e tentava se equilibrar ali em cima novamente . Tratava-se de uma queda de três metros para o outro lado. Eu imaginei aquela cena toda em minha cabeça. Eu poderia ver as manchetes: 'Filho de Michael Jackson comido por um hipopótamo.' Eu o agarrei pela gola da camisa dizendo, ‘Desça esse seu pequeno traseiro daí antes que eu perca o meu trabalho deixando que você seja comido por um hipopótamo.’” 
 Javon Beard -Remember the Time: Protecting Michael Jackson in his Final Days

quinta-feira, 24 de julho de 2014

FOTO: The Way You Make Me Feel


Michael incentivando um acordo entre a verdadeira gangue Crips e os membros da gangue Bloods no set de The Way You Make Me Feel. Jackson tinha esperanças que a participação deles em seu vídeo daria a eles chances para novas oportunidades em suas vidas.

Smooth Criminal: “É isso que vocês chamam de alto-falantes? OK, Eu darei um jeito nisso...”


“No começo das filmagens, Michael teria pedido que grandes alto-falantes fossem instalados no set, para reproduzir a faixa em plano de fundo. Você deveria ter visto seu rosto quando no dia seguinte ele viu os alto-falantes que haviam sido postos à sua disposição! Para nós, eles já eram grandes, eles provavelmente estavam à três pés de altura, mas para Michael, eles estavam entediantemente normais! Ele nos disse: “É isso que vocês chamam... de alto-falantes? OK, Eu darei um jeito nisso…” No dia seguinte, ele me pediu para instalar uma parede de alto-falantes gigantes. Ele colocou a música em alta potência, e, nossa!, Meu corpo inteiro começou a tremer, a música verdadeiramente encontrou sua alma. Então Michael olhou para nós e disse rindo: “Aqui estão os verdadeiros alto-falantes! Quando ele dançou, Michael pediu que o volume estivesse o mais alto possível. Aquilo o ajudava a sentir a vibração da música dentro dele. Para ele, dançar era orgânico, antes de qualquer coisa.”

Colin Chilvers - Diretor de efeitos especiais do curta metragem “Smooth Criminal”


Paul McCartney: "A vida dele era a música"

Michael, Linda McCartney e Paul McCartney

“Michael não era um homem que estava preparado para a vida, porque a vida dele era a música. Ele não andava, ele dançava. Ele nunca falava, ele cantava. Seus conselhos aos musicistas não eram técnicos e sim poéticos. Coisas como: Quando tocar essa música no piano, não toque forte, toque como se tivesse um lindo pôr do sol em sua frente. Você verá isso soar totalmente diferente.” 
Paul McCartney

Remember the Time: “Ele apenas estava lutando para ser normal”



“Nós todos saímos a noite,” disse Whitfield. “Nós decoramos e contratamos palhaços, mas não haviam outras crianças lá.”

“Ele amava estar com os filhos. Eram somente os quatro e era sem dúvidas tudo que cada um tinha. Ele era um bom pai, você ouviria ‘Eu te amo’ várias vezes. Mas às vezes era triste de ver que era somente os quatro, não haviam parentes nem amigos, às vezes só a mãe dele.

Às vezes ele vinha conosco e os filhos no parque, e ele tinha que ficar no carro porque se ele saísse seria um caos. Era muito difícil para um pai vê-los se divertindo e não poder estar com eles.”

Beard disse: “Ele só queria se desligar da fama. Ele me disse ‘Eu só queria ser capaz de entrar em um bar e beber uma cerveja. Eu queria ir no supermercado com as crianças.’ Ele apenas estava lutando para ser normal.”


Bill Whitfield e Javon Beard

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Rusty Lemorande conhece Michael Jackson “Ele era muito profissional e atento a tudo que era necessário ser feito”


Quando foi a primeira vez que se encontrou com Michael Jackson?

Rusty Lemorande: Um pouco depois de me encontrar com Jeff Katzenberg e logo após com George Lucas, haveria uma grande reunião com Michael, alguns dos grandes responsáveis da Disney e os engenheiros do parque. Eu estava na sala da conferência quando conheci Michael. Desde aquele dia eu me encontrei com ele algumas vezes em sua casa para discutir sobre o desenvolvimento do projeto e para que ele aprovasse algumas coisas. Constantemente ele teria que aprovar vários aspectos sobre o show e era inteligente o bastante para dizer o que gostava e o que não gostava. Durante o desenvolvimento do palco, Michael estava muito feliz com o roteiro e os personagens (as criaturas), ele realmente queria que fosse inédito.

No roteiro, havia algumas ideias que não fizeram parte do corte final do filme?

Rusty Lemorande: No roteiro, durante a procura pela Rainha, quando eles aterrizam, era muito mais detalhado. No produto final não há muito tempo gasto nessa procura: eles saem da nave, andam por entre a sucata e são capturados logo em seguida. Também, dentro da nave espacial onde encontramos os outros personagens (criaturas), havia uma cena em que eles limpavam a nave. O pequeno robô deveria ser um aspirador de pó, dando um fim em todo o lixo. Nós filmamos uma pequena parte disso, mas foi cortado no final!

Como era Michael dentro e fora do set?

Rusty Lemorande: Michael era diferente, ele era sempre muito quieto. Ele ficava em seu camarim entre uma filmagem e outra, mas isso era típico de qualquer ator. Ele era muito profissional e atento a tudo que era necessário ser feito. Ele também era muito bom aprendiz. O que ele não sabia, ele aprendia rápido, fazia perguntas, e era muito educado. Eu deveria também mencionar – desculpe, eu me esqueci – ele estava bastante preocupado sobre o elemento 3D. Ele queria muito que fosse marcante e único. Você tem que se lembrar que naquele tempo, ninguém nunca havia feito filmes em 3D.

Michael também estava preocupado com a dança e as coreografias, obviamente. Ele era fascinado por transformações, o que teve grande parte em “Thriller”. Ele gostava dos brinquedos Transformers que eram novos naquela época. Ele queria ver todos os modelos.

Você manteve contato com Michael depois?

Rusty Lemorande: SIM! Nós permanecemos amigos e tivemos dois projetos de filme encaminhados. Ele queria fazer filmes. Nós desenvolvemos um filme na antiga Turner Films, que não existe mais, e um na Warner Brothers. Eles desistiram depois dos escândalos relacionados a Michael. O que acabou com sua carreira cinematográfica.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Terri Hardin "Era mágico ver esse homem em ação"


Terri Hardin e Michael Jackson
"Michael Jackson era incrível. Ele escrevia as músicas e co-criava todas as sequências de dança que vemos em Captain EO com seu coreográfo, Jeffrey Hornaday. Era mágico ver esse homem em ação. Apesar de trazer diversas bandejas de uvas verdes sem semente antes que nós fôssemos trabalhar. Michael e os marionetistas iam para seu camarim e brincavam de guerras de uvas. Sim, é isso mesmo — guerra de uvas! Era tão bobo e tão divertido. Isso aconteceu todos os dias, durante três meses”
 Terri Hardin - marionetista, artista, e encarregada da  parte de criação da Disney


domingo, 13 de julho de 2014

Remember the Time: Memórias paternas de Michael e seus filhos

Blanket, Michael, Prince e Paris, respectivamente.
A professora, Sra. Ilean ... era uma moça asiática, de Bahrain ... Sr. Jackson não brincava quando se tratava da educação de seus filhos. A escola começava às 08h00 em ponto. Um quarto vago no primeiro andar foi transformado em uma sala de aula. Era como uma sala de aula real  ... estantes, mapas, cartazes educativos com as tabelas do alfabeto e de multiplicação, tudo isso. Cada uma das crianças tinha sua própria mesa. Era como uma sala de aula qualquer, que você veria em qualquer escola primária regular. Era a mesma coisa quando estávamos viajando e ficávamos em hotéis. Sempre uma sala era reservada e adaptada no quarto de hotel com mesas, assim como todo o comodo que seria usado como sala de aula das crianças.

Bill: Mesmo a vida deles sendo conturbada, o Sr. Jackson insistiu que houvesse estrutura e rotina no ambiente educacional das crianças. Eles ainda usavam uniformes escolares. Prince e Blanket usavam camisas brancas com calças pretas e gravatas. Paris usava sapatos de couro e vestido, como um pequeno vestido de colegial católica. Eles estavam sempre bem preparados. Cabelos penteados e uniformes impecáveis. De segunda a sexta-feira, todas as manhãs, as crianças acordavam, vestiam-se, desciam para o café, e então eles "iam para a escola."

O Conselho Estadual de Educação tem todos os tipos de exigências para a homeschooling*, inclusive que as crianças passassem por avaliações para que estivessem aptas para a próxima série. Srta. Ilean organizava seus planos de aula para atender a todos esses critérios. Ela aplicava deveres de casa, exigia relatórios de livros, instituía horários de estudo. A qualidade do seu ensino era tão boa ou até mesmo melhor do que a que você veria em qualquer escola particular de nível superior. Eram crianças inteligentes. Eles estavam constantemente lendo. Seus cérebros eram como pequenas esponjas, sempre curiosos, sempre fazendo perguntas. Quando os levei para jantar fora ou ir ao cinema, Sr. Jackson estava no banco de trás, interrogando-os sobre o que eles aprenderam naquele dia. Ele sabia exatamente o que estavam estudando. Sentava-se a cada semana com a professora para examinar seus planos de aula e manter o controle sobre o que estava sendo ensinado. Ele também os ajudava com a lição de casa, à tarde e à noite. Eles o procurava a toda hora "Papai, você vai me ajudar com o meu dever de casa?" Essa era uma das coisas que mais gostava de fazer.

Muito pouca televisão era assistida naquela casa. Eles tinham noites de cinema, assistiam a DVD's juntos como uma família, mas não era como vários tipos de famílias, onde você vê as crianças apenas acampadas em frente à TV.

Javon: Haviam muitas atividades extracurriculares também. As crianças tinham educação física todos os dias ... Em sala de aula, as crianças liam e estudavam sobre os assuntos, e então os levávamos para passeios em campos/áreas e eles teriam que entregar relatórios sobre eles.

Bill: ... As pessoas muitas vezes tem se perguntado por que o Sr. Jackson mantia os rostos de seus filhos cobertos com máscaras e véus quando estavam em público. Os tablóides diziam que era estranho e louco, mas eles não entendiam a razão para isso. Se ninguém sabia como seus filhos se pareciam, eles poderiam, ocasionalmente, ir a lugares públicos sem ele e terem uma experiência um tanto normal. Quando eles estavam longe de seu pai, eles poderiam ser crianças comuns fazendo coisas cotidianas.

Javon: As pessoas riam com a idéia de ele ser pai, ria dos nomes das crianças, as máscaras e tudo isso. Como, o quão estranho deve ser para Michael Jackson ser pai. Mas, quanto mais você o conhece, você percebe que ser pai era a coisa mais normal para ele. Nós estávamos trabalhando como seguranças neste dia, e ele ligou para dizer que ele ficara sem detergente e se alguém poderia ir correndo e comprar um pouco mais. Antes desse momento, eu nunca tinha parado para imaginar Michael Jackson na lavanderia, lavando as roupas de seus filhos, mas é realmente como ele era, grande parte do tempo.

Ele não os mimava também. Haviam as viagens extravagantes a FAO Schwarz** e tudo mais, mas isso era apenas em feriados e aniversários, ou como uma espécie de recompensa por terem ido bem em um teste ou fazerem bem suas ocupações. Se eles não se saiam bem, ele era rápido ao tirar seus privilégios.

... Você vê todas essas crianças de celebridades o tempo todo na TV, malcriadas, mimadas e arrogantes. Os filhos de Michael Jackson eram o oposto. Eles nunca pediram muito, e quando o faziam, era sempre "por favor" e "obrigado" para tudo. E quando um deles se comportava mal, não era necessário muita disciplina para endireitá-los. Com uma pequena conversa ou um pouco tempo de silêncio eles aprendiam a lição ...

Bill: ...Nós sempre tentávamos dar conta de tudo, mesmo com um cronograma apertado. Sempre tentávamos ser pontuais. Mas com Michael Jackson? Era raro sairmos na hora certa. Sua aparência tinha que estar impecável antes de ele ir a qualquer evento público. Houve momentos em que ele estava a caminho do carro e dizia: "Espere, espere, eu tenho que voltar." E ele se virava de costas e entrava. Ele estava com o cabelo fora do lugar ou algo assim, isso depois que o estilista havia trabalhado nele por duas horas e meia. Prince era o único corajoso o suficiente para literalmente pegar seu pai e dizer: "Vamos!". Ele andava pela casa, certificando-se de que seu irmão mais novo e sua irmã estavam vestidos, e colocava-os no carro. Se chegamos em algum lugar a tempo, era graças ao Prince.

Javon: Todos os três estavam familiarizados com a natureza da vida de seu pai. Era como se eles nascessem prontos para tudo o que ele tinha que passar. A comitiva aparecia às quatro da manhã... entram, ficam ali, voam para lá, assistem as aulas em um quarto de hotel. Irlanda um dia, Las Vegas no próximo. Era uma segunda natureza para eles...

Javon: Paris era a menininha do papai. Ela era uma menina cercada por nada além de homens. Ela tinha um irmão mais velho lhe dizendo o que fazer. Ela tinha um irmão mais novo lhe dizendo o que fazer. Sr. Jackson dizendo a ela o que fazer. Você pensaria que ela talvez seria um pouco moleca por causa disso, mas ela sempre foi uma garota bem feminina. Sempre sorrindo, sempre alegre. Ela tem esses olhos azul-esverdeados brilhantes que iluminam um quarto. Adorava brincar com bonecas, com vestidinhos ... Os meninos não poderiam fugir muito, mas Paris poderia ...

Javon: Toda vez que fechávamos uma livraria para ir às compras, o Sr. Jackson queria que todos andassem juntos pela loja, seção por seção, de modo que eles não se separassem. Eles andariam pela seção de História, então a seção de ficção científica, e assim por diante.

Javon: Sr. Jackson estava sempre preocupado se estávamos cuidando bem de nós mesmos. Ele sempre nos dizia "Vocês se exercitam? Vocês comem direito? Não comam muita porcaria, não faz bem para vocês". Ele e os filhos eram muito saudáveis. Ele os deixava ir ao McDonalds vez ou outra, às vezes ia buscar hot wings, sorvete, pizza, ou qualquer outra coisa, mas era apenas para festejar ... Os maiores prazeres das crianças eram as suas festas de aniversário, quando o Sr. Jackson saia com todos...

Javon: Qualquer que fosse o aniversariante, nós seguíamos a mesma rotina. Providenciávamos a FAO Schwarz fechada para que pudessem fazer compras sem serem perturbados. Em seguida, os levávamos para um almoço especial de aniversário. Comida chinesa a maior parte do tempo. O restaurante Wing Lei no hotel Wynn, era um de seus favoritos; havia uma sala privada na parte de trás que era reservada para o Sr. Jackson quando ele fosse até lá. Depois do almoço, ele alugava uma sala de cinema para as crianças poderem ver um filme. E enquanto eles estivessem fora na loja de brinquedos e no cinema, a casa estava sendo decorada. Eles voltavam e: "Surpresa!" Nós teríamos o mágico, o palhaço com os balões, o algodão doce. O lugar inteiro era decorado para uma festa.

Bill: E não haveria ninguém lá. Não havia outros convidados, nenhuma outra criança. Eram apenas os palhaços, o Sr. Jackson, eu e Javon, por vezes, a professora ou a babá. As crianças não tinham nenhum amigo.

Javon: A única pessoa que estava sempre lá era filho de Marlon Brando, Miko. Ele era simpático, o Sr. Jackson e Marlon Brando eram bem próximos. Algumas vezes, Miko e seus filhos vinham para comemorar, mas geralmente eram apenas nós.

Bill: Era difícil de testemunhar, difícil de aceitar: ninguém vinha comemorar, tocar a campainha, trazer presentes. Nenhuma tia e tios famosos ligando para dizer feliz aniversário. Não importava se era aniversário das crianças, no aniversário dele, dia de Ação de Graças, Quatro de Julho...não havia nada, ninguém. Eram apenas nós. Você meio que acostuma com isso.

Javon: ...Às vezes você se sente triste vendo o quanto eram tão isolados, mas estavam sempre tão felizes só de estarem juntos. Quando o Sr. Jackson tinha que deixar as crianças em casa para uma reunião de negócios, eles sempre corriam para a porta, em grupo para se despedirem. Eles o seguiam em direção ao carro e cada um deles dizia: "Eu te amo, papai." E ele dizia: "Eu amo mais". Era o pequeno ritual deles a cada vez que ele saia de casa. E quando chegava em casa, não importava se faziam duas horas ou 20 minutos que ele havia saído, eles corriam para encontrá-lo, gritando: "Papai! Paizinho! Pai! "

Bill: Eles eram esta pequena unidade, apenas quatro deles. E tudo o que tinham era um ao outro...



Homeschooling*: Educação doméstica

                         FAO Schwarz**: é o nome de uma famosa revendedora de brinquedos baseada na cidade de Nova Iorque . Nela temos grandes e diversos brinquedos de todos os preços. 



Trecho de: Remember the Time: Protecting Michael Jackson in his final days.


sábado, 12 de julho de 2014

"Man in the Mirror" (1987)


"Ele estava chorando", diz o diretor Donald Wilson sobre a primeira vez Michael Jackson assistiu à um corte incompleto de "Man in the Mirror". "Ele saiu de lá, chegou até mim e me abraçou". Com um vasto material de filmagens sobre fome, guerra, pobreza e violência racial - e apenas algumas cenas de Michael - o vídeo foi uma declaração poderosa para entregar ao orientador da MTV.

Donald Wilson (diretor): Larry Stossel, executivo da Epic, me disse que Michael queria fazer algo realmente tocante, que contasse uma história, e se eu poderia me encontrar com ele. Este foi o dia de Ação de Graças. Nós nos conhecemos no sótão da casa do gerente de Jackson, Frank DiLeo, em Encino - até mesmo o sótão era um palácio. Assim, Michael e eu nos sentamos e comecei a fazer uma lista de coisas que poderíamos desenvolver. Eu tinha duas ou três páginas escritas à mão de idéias. Michael não era o tipo de cara que diz a você o que fazer, ele iria se inspirar a fazer aquilo com o seu apoio.

Eu fui a todos esses lugares que se tem arquivos de imagens de noticiários e disse: 'Me dê tudo o que tiver de chocante'. E até o final do dia, eu olhei para cadáveres, massacres e fome. Depois de um tempo, eu precisei ir para um bar - imediatamente. Foi tiro e queda.

Eu provavelmente tinha 200 horas de filmagem. Meu objetivo era: se eu pudesse pegar o vídeo e reproduzi-lo em sentido 'inverso', ele começa a partir do planeta no espaço e, em seguida, uma criança em uma incubadora e depois as outras crianças; mas até que você consiga chegar ao final do vídeo... todo o caos te domina. É uma espécie de preguiça do homem em fazer as coisas... Eu vou fazer isto com 80 por cento de noticiários que as pessoas já viram (e elas mudam o canal, porque é muito difícil de assistir, ou é muito chato), vou usar o mesmo material e fazê-los pensar 'Uau, eu nunca vi isso antes.' Ah sim, você já viu!

Antes da morte de Michael estávamos realmente pensando em fazer uma versão atualizada. Eu teria odiado fazer e não conseguir fazer melhor do que aquele, o que é meio que a razão de eu não ter feito. Aquilo era tão mágico, de uma maneira totalmente estranha.

Source: Rolling Stone


Captain EO (18 de setembro de 1986)

Poster promocional de Captain EO
"Captain EO" originalmente estreou em 18 de setembro de 1986 e foi mostrado nos parques temáticos da Disney até 1990. É um filme 3D estrelado por Michael Jackson e dirigido por Francis Ford Coppola.

O filme foi coreografado por Jeffrey Hornaday e Michael Jackson. Captain EO é considerado como um dos primeiros filmes 4-D (4D é o nome dado a um filme 3D que incorpora, no teatro, de efeitos especiais, tais como lasers, fumaça, entre outros, quando sincronizado com o filme narrativa). Conta com duas músicas principais: "Another Part of Me", que foi remixada e lançada no álbum Bad (31 de agosto de 1987), e "We Are Here to Change the World" que só foi lançada oficialmente no álbum Michael Jackson: The Ultimate Collection (1 de novembro de 2004).

A atração voltou para os parques temáticos da Disney, em 2010, como uma homenagem após a morte de Michael.



Assista ao filme completo em HQ

                              

"Captain EO" (1986)



O diretor Francis Ford Coppola e o produtor George Lucas ajudaram o épico criador do terror-fantástico sci-fi* "Thriller", em um espetáculo de 17 minutos de efeitos especiais realizado em 3D no parque temático Epcot da Disney World, sem mencionar nos brinquedos de pelúcia de Fuzzball na loja de presentes.

"Com três fortes vozes criativas envolvidas - Lucas, Jackson e Coppola - não foi nenhuma surpresa que Captain EO tenha atropelado o orçamento", disse o então presidente da Disney, Michael Eisner, que afirma que o orçamento final foi de 17 milhões. "O fator mais importante eram os efeitos especiais, cerca de 150 deles mais, por minuto, do que Lucas havia usado em Star Wars."

 sci-fi*: Ficção-científica


Remember the Time: "Era uma relação interessante, entre ele e os fãs. Ele os amava tanto quanto eles o amavam"


"Toda vez era a mesma coisa, o Sr. Jackson sempre dirigia-se a mim com voz baixa. 'Bill, seja gentil com os meus fãs', ele dizia. 'Eles não vão deixar nada acontecer a mim. Eles são inofensivos.'

Parte de nossa apreensão era que, a princípio, não entendia como era o seu relacionamento com seus fãs. Ficamos surpresos ao saber que ele manteria contato com alguns deles, e corresponderia com eles. Eles chamavam sua empresária e o enviavam mensagens através dela. Quando ele falava com eles, trocavam milhares de 'eu te amo' e 'eu te amo mais'. Eles estavam sempre lhe trazendo presentes, coisas pessoais. Eles diziam: 'Eu fiz isso por você '; 'Aqui, isso é um bicho de pelúcia'; 'Aqui está uma bugiganga Peter Pan'.

Como a sua relação com seus fãs, eu nunca vi nada parecido com outras celebridades. Nunca. Não importa o quão famoso. Com outras celebridades, você vê as groupies por aí, mas estes não eram groupies. Sr. Jackson realmente conhecia vários deles individualmente. Ele se lembrava do primeiro show que ele se encontrou com eles, com quantos anos eles tinham se conhecido. Ele apontava fãs que ele tinha visto em outros países. Estávamos em Las Vegas, e ele dizia, 'Aquele ali, eu me lembro dele da Alemanha.'

Era uma relação interessante, entre ele e os fãs. Ele os amava tanto quanto eles o amavam. Da janela do seu quarto no andar de cima, ele ficava olhando diretamente para a rua, onde eles estavam acampados. Às vezes a gente ia olhar para cima e o via bisbilhotando por trás das cortinas, apenas para observá-los. Ele sentava, esperava, levantava e observava."

Trecho de: Remember the Time: Protecting Michael Jackson in his final days

Remember the Time: "Um dia, eu vou andar em um desses lugares, sentar-me e dizer: 'Garçom, me dê uma cerveja!' "


"Era um HappyHour, todo mundo saindo do trabalho. Sr. Jackson estava observando as pessoas que entram e saem do bar, e ele disse, 'Um dia, eu vou andar em um desses lugares, me sentar e dizer: 'Garçom, me dê uma cerveja! "Um dia, eu vou fazer. Vou chegar e fazer.' 

Ele disse da mesma forma que uma criança de doze anos de idade, falaria sobre crescer e ser um astronauta. Como se fosse um sonho impossível que um dia ele ousaria alcançar"

Trecho de: Remember the Time: Protecting Michael Jackson in his final days