sábado, 12 de julho de 2014

"Man in the Mirror" (1987)


"Ele estava chorando", diz o diretor Donald Wilson sobre a primeira vez Michael Jackson assistiu à um corte incompleto de "Man in the Mirror". "Ele saiu de lá, chegou até mim e me abraçou". Com um vasto material de filmagens sobre fome, guerra, pobreza e violência racial - e apenas algumas cenas de Michael - o vídeo foi uma declaração poderosa para entregar ao orientador da MTV.

Donald Wilson (diretor): Larry Stossel, executivo da Epic, me disse que Michael queria fazer algo realmente tocante, que contasse uma história, e se eu poderia me encontrar com ele. Este foi o dia de Ação de Graças. Nós nos conhecemos no sótão da casa do gerente de Jackson, Frank DiLeo, em Encino - até mesmo o sótão era um palácio. Assim, Michael e eu nos sentamos e comecei a fazer uma lista de coisas que poderíamos desenvolver. Eu tinha duas ou três páginas escritas à mão de idéias. Michael não era o tipo de cara que diz a você o que fazer, ele iria se inspirar a fazer aquilo com o seu apoio.

Eu fui a todos esses lugares que se tem arquivos de imagens de noticiários e disse: 'Me dê tudo o que tiver de chocante'. E até o final do dia, eu olhei para cadáveres, massacres e fome. Depois de um tempo, eu precisei ir para um bar - imediatamente. Foi tiro e queda.

Eu provavelmente tinha 200 horas de filmagem. Meu objetivo era: se eu pudesse pegar o vídeo e reproduzi-lo em sentido 'inverso', ele começa a partir do planeta no espaço e, em seguida, uma criança em uma incubadora e depois as outras crianças; mas até que você consiga chegar ao final do vídeo... todo o caos te domina. É uma espécie de preguiça do homem em fazer as coisas... Eu vou fazer isto com 80 por cento de noticiários que as pessoas já viram (e elas mudam o canal, porque é muito difícil de assistir, ou é muito chato), vou usar o mesmo material e fazê-los pensar 'Uau, eu nunca vi isso antes.' Ah sim, você já viu!

Antes da morte de Michael estávamos realmente pensando em fazer uma versão atualizada. Eu teria odiado fazer e não conseguir fazer melhor do que aquele, o que é meio que a razão de eu não ter feito. Aquilo era tão mágico, de uma maneira totalmente estranha.

Source: Rolling Stone


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